Corinthians joga também pela liderança em lucros

Enquanto Vampeta, Edilson e companhia se concentram para o mais importante jogo da história do Corinthians hoje, contra o Palmeiras, pela Taça Libertadores da América - em disputa está um título inédito par ao clube -, outra equipe corintiana vai a campo. Formada por representantes do clube e de seu parceiro, a Panamerican Sports Team - braço esportivo do fundo de investimento norte-americano Hicks, Muse, Tate & Furst (HMTF) -, o grupo pretende fazer o clube um campeão na arrecadação com licenciamento da marca.

O carro-chefe da estratégia é o Projeto 90 Anos, divulgado ontem, que pretende oferecer a empresários dos mais varianos segmentos a oportunidade de vincular os seus produtos à imagem do time, aproveitando-se do aniversário do clube. Na reunião de lançamento do projeto, participaram 183 interessados. Os representantes corintianos projetam, com essa ação, um faturamento de R$ 5 milhões.

Para o presidente do Corinthians, Alberto Dualib, com o lançamento do projeto o clube deu início às comemorações da data. "Hoje o Corinthians é um dos clubes com marca mais forte do Brasil", afirma. Fundado em 1919, o clube é atualmente o segundo maior em torcida no País, com aproximadamente 25 milhões de adeptos.

O vice-presidente da Panamerian Sports Team, Marcos Caruso, é quem apresenta o projeto. Segundo ele, a receptividade à propsota pe muito boa. Uma primeira etapa é a da divulgação. "Já nos próximos jogos, os jogadores estarão usando uma nova camisa com a marca que foi criada especificamente para a comemoração", afirma.

Na segunda etapa estão as formas de patrocínio oferecidas às empresas. "Criamos uma grande infra-estrutura para oferecer aos empresários diversas opções de produtos para associação". Entre os produtos estão: Camisa 90 Anos, bonés, mídia estática, show comemorativo e licenciamento.

Entre os destaques, caruso apresenta a criação da Selação 90 Anos, que será eleita pelos torcedores. Além disso, há o acordo feito com a Editora Abril para produção de um almanaque especial contando a história do clube.

Mas um dos pontos que mais despertou interesse é o investimento da empresa na criação da TV Corinthians, um programa semanal de uma hora de duração que falará do passado, presente e futuro do clube. "Estamos ainda em negociação com canais de TV aberta e fechada para definir qual será a transmissora".

Caruso faz questão de frisar que a empresa está negociando ainda outras formas de patrocínio. "Podemos oferecer às empresa opções de patrocínio que independem do Projeto 90 Anos." Segundo o executivo, essas estariam no grupo de patrocinadores que tem com cotas master a Topper e a Pepsi.

A parceria da Panarmerican Sports Team na criação dos produtos é a empresa de marketing Redibra. "Criamos um manual de uso da marca para padronização", diz o diretor da empresa, David Diesendruck. Ele informa que já existem 150 produtos de 25 empresas sendo comercializados dentro da nvoa estratégia. Dos contratos anteriores, parte foi cancelada e outra realinhada às novas metas. "Temos como meta oferecer ao consumidor corintiano produtos de qualidade com preço acessível e boa distribuição". Segundo ele, esse é o primeiro passo para consolidar o trabalho, para posteriormente dar início ao comabte à pirataria, a empresa vai desenvolver um trabalho conjutno com investidores de outros times.

O potencial de consumo de 25 milhões de torcedores corintianos, segundo dados dos organizadores do Projeto 90 Anos, ainda não tem um contorno muito definido.

Sobre o perfil do torcedor, Diesendruck revela que foi feita inicialmente uma pesquisa qualitativa. "Com isso, conseguimos identificar a existência de vários segmentos de torcedor". Segundo ele, um segundo passo será conhecer quantitativamente cada um dos segmentos para elaborar produtos e estratégias. "Queremos saber quantos são os torcedores fanáticos, qual é o público feminino e assim por diante".

Dos R$ 5 mlhões esperados, em faturamento, a distribuição proporcional dos lucros será de 85% para a empresa e 15% para o clube. "Esses números são flexíveis pois dependem do interesse das empresas.