Publicidade prevê crescer 50% com Copa de 2014 e Olímpíadas de 2016

O Globo


16/10/2009

As escolhas do Brasil para sediar a Copa de 2014 e do Rio para os Jogos Olímpicos de 2016 deverão fazer os investimentos em publicidade e ações de marketing crescerem de 40% a 50% em relação aos anos anteriores, mostra reportagem de Bruno Rosa, publicada neste sábado pelo GLOBO. Só em 2010, dizem publicitários, devem ser R$ 25 bilhões. as maiores empresas do país acertaram aumento de até 15% em suas verbas de propaganda, principalmente por conta desses eventos esportivos.

Algumas campanhas com o mote esportivo entram no ar a partir deste domingo. Mas a corrida promete obstáculos. No dia 1º de outubro, foi sancionado o Ato Olímpico. A lei - já em vigor - estabelece regras para as campanhas, restringindo o uso de símbolos alusivos aos Jogos e denominações que remetam ao evento, como "Rio 2016" e "Rio Olimpíadas" entre outros. Também serão suspensos o uso dos espaços para propaganda em mídia exterior (outdoors e anúncios em mobiliário urbano) do Rio e em aeroportos do país em 2016.

Mas, por enquanto, nada disso parece ser um adversário à altura para o apetite das empresas. Para Adilson Xavier, presidente e diretor de criação da Giovanni+Draft FCB, o tema esportivo já entrou na agenda:

- Essa escolha é natural, pois vai alavancar os negócios.

O volume de campanhas de oportunidade veiculadas após o anúncio do Rio como sede dos Jogos superou o das peças na época em que o Brasil foi escolhido para a Copa de 2014, diz Alcir Gomes Leite, vice-presidente da DM9DDDB. Só isso, continua ele, "representa um termômetro do que está por vir". São essas ações que podem ajudar a publicidade a fechar em alta de 4% este ano, já recuperada dos efeitos da crise.

US$ 570 milhões em cotas de patrocínio para Olimpíadas

Enquanto as empresas preparam novas campanhas, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) inicia nas próximas semanas as negociações para a vendas das cotas dos patrocinadores locais - que serão divididos em três níveis. A expectativa é de uma arrecadação de US$ 570 milhões. Para a Copa do Mundo de 2014, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vai oferecer seis cotas de patrocínio local, com valores entre US$ 40 milhões e US$ 80 milhões cada.

- A disputa será grande. Há espaço para vários setores. Uma menção ao evento já vai trazer benefício às empresas - afirma Gustavo Bastos, da agência 11/21.

No caso da Copa do Mundo, o Itaú pagou US$ 45 milhões por uma das cotas, que ainda estão em aberto. Para os Jogos Olímpicos de 2016, especula-se que Petrobras, Correios, Embratel e AmBev estejam interessadas em apoiar o evento.