Cimed quer arrecadar R$ 1,8 milhão para trazer Giba

Agencia Estado

Daniel Brito

11/02/2009

O Cimed/Brasil Telecom, melhor time da Superliga Masculina de Vôlei, já tem um plano para repatriar o ponta Giba, atualmente no Iskra Odintsovo, da Rússia. O clube pretende conseguir três patrocinadores para injetar R$ 1,8 milhão no orçamento anual do time e, assim, contratar o melhor jogador do mundo. A Cimed investe R$ 6 milhões por ano no esporte. Desse valor, 60% são destinados ao vôlei de quadra, o que dá um gasto estimado em R$ 3,6 milhões por temporada.

Não é suficiente para trazer Giba. Ele tem contrato com o Iskra até 2010 e a multa rescisória é uma das mais altas, e sigilosas, do vôlei mundial. "Teremos 50% de acréscimo no orçamento do vôlei se fecharmos com os três parceiros com que mantemos conversações", disse Renan Dal Zotto, gerente de projetos esportivos da Cimed. "Para alcançarmos o valor da multa do Giba, dependemos dos nossos parceiros", admitiu. Desde a temporada passada, os catarinenses batalham para contar com o astro da seleção em seu elenco. É uma maneira de fortalecer a imagem da empresa, gigante do ramo farmacêutico. Renan, medalhista de prata na Olimpíada de Los Angeles/1984, não revela quais são os parceiros que estão negociando com o clube, mas eles poderão ser anunciados na próxima semana, quando a Cimed lançará seu projeto Londres/2012, de apoio ao esporte olímpico brasileiro.

Além do vôlei de quadra, a empresa investe no vôlei de praia e no iatismo. A Olympikus, fornecedora de material esportivo do time de Santa Catarina e patrocinadora individual de Giba há oito anos, também pode participar da jogada. "Giba já deixou claro que quer um trabalho sério e a longo prazo. Nossa ideia é exatamente essa, com o lançamento desse projeto olímpico", explicou Nelson Galvão, gerente de marketing corporativo da Cimed. "Mas o projeto é independente disso. Com o Giba aqui ou na Rússia, nosso trabalho para Londres continuará." Renan terá mais uma conversa no próximo fim de semana com Jorge Assef, empresário do ponta. "Ele (Giba) já disse que tem vontade de voltar a jogar no Brasil. Seria legal contar com um atleta como ele no nosso projeto", afirmou. Assef, por sua vez, voltou a afirmar que as chances de Giba retornar ao Brasil são de 20%. "Se o jogador tem contrato vigente com o clube russo, as chances maiores são deles (russos)", justificou.