Repasse da Lei Piva às confederações aumenta

04/12/2008

Sérgio Rangel

UOL.com.br

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Artur Nuzman, aumentou nesta quarta-feira o piso do repasse dos recursos da Lei Piva, mas anunciou que os resultados esportivos em competições internacionais terão influência na divisão do dinheiro a partir do ano que vem.

Oito meses após o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, ter projetado o desempenho do país até os Jogos de 2016, Nuzman disse que o COB vai estabelecer já em janeiro metas aos dirigentes das confederações beneficiadas pela lei.

"Eles vão ter que dar uma perspectiva de resultado, que vai influir na diminuição e na valoração das cotas de cada um. Sei que isso vai trazer uma discussão nova para todos, mas vamos mudar", afirmou o dirigente, que se recusou neste ano a fazer uma previsão pública para os Jogos de Pequim.

Na China, o Brasil ficou em 23º lugar, com 15 medalhas, sendo três de ouro. O resultado não cumpriu a meta que o ministério estabeleceu. O governo previa que o país ficasse entre 16º e 20º lugar, igualando o posto obtido em Atenas-04 ou aproximando-se dele.

Para Londres-12, a idéia é o Brasil melhorar sua posição no top 20, colocando-se entre o 11º e o 15º lugar. Já nos Jogos de 2016, que o Rio disputa para ser sede, a previsão é que o país atinja a décima colocação.

"Já fui presidente de federação e todos têm metas. Vamos só colocar isso publicamente", disse Nuzman, acrescentando que o fim do ciclo olímpico ajudou na mudança das regras para a liberação da Lei Piva.

Hoje, foram divulgados os valores que serão repassados às confederações. A cota mínima liberada pelo comitê subiu de R$ 600 mil para R$ 800 mil.

Basquete (R$ 1,7 milhão) e remo (R$ 1,6 milhão) receberão menos. As modalidades que levarão a maior cota (R$ 2,5 milhões) serão atletismo, vela, vôlei, judô e desportos aquáticos.

Nuzman anunciou hoje que o projeto da candidatura do Rio aos Jogos-16 foi alterado. Basquete e natação serão realizados em arenas desmontáveis.