Mercado bilionário

Jornal o Povo - 04 Maio 2006

A Copa do Mundo vai movimentar o mercado publicitário. Apenas dos seus 15 patrocinadores oficiais, a Fifa receberá R$ 1,25 bilhão em royalties pelo uso da marca do torneio

A Copa do Mundo revoluciona não só o mercado publicitário, com os patrocinadores se multiplicando ao infinito, mas também todos os meios de comunicação, que vêm no torneio uma maneira de poder sair da crise. A competição conta com 15 patrocinadores oficiais, como a fabricante de material esportivo Adidas. Mas também empresas que nada têm a ver com futebol, desde o operador Deutsche Telekom, às cervejas Budweiser, passando pela fabricante de lâminas de barbear Gillette, os pneus Continental e o portal Yahoo.

É difícil saber a cota de cada um, mas a Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou que arrecadará 500 milhões de euros (cerca de R$ 1,25 bilhão) em royalties pela utilização exclusiva do nome e do símbolo da Copa do Mundo pelos patrocinadores. Ao redor desse núcleo de privilegiados, que anunciarão nos 64 jogos, gira uma multidão de outros patrocinadores: os das equipes e os dos jogadores.

A alemã Puma deu um bom golpe ao tornar-se a empresa esportiva mais representada no Mundial, já que patrocina 12 das 32 seleções participantes. Fará o maior investimento de marketing de sua história e espera um crescimento de pelo menos 10% de suas atividades no futebol em 2006, assim como um impulso das vendas na África. Esses patrocínios permitem uma "explosão" na venda de produtos esportivos. Em 2005, a Adidas, por exemplo, comercializou 10 milhões de bolas, um milhão de camisas e um milhão de chuteiras do modelo Predator.

Além disso, os melhores jogadores contam com seus próprios patrocinadores, como Zinedine Zidane, que representa o CanalSat e os seguros Generali; Ronaldo, a BenQ Mobile; ou Thierry Henry, que acaba de se transferir da Nike para Reebok. Quanto aos clubes alemães, são muitos os que venderam o nome de seu estádio: o Bayern de Munique joga no Allianz-Arena, nome de uma seguradora, e o estádio do Dortmund leva o nome de outra seguradora, a Signal Iduna.

Seja qual for a seleção vencedora, os publicitários esfregam as mãos com o crescimento do mercado. Segundo o grupo de assessoria em compra ZenithOptimedia, o mercado publicitário experimentará uma alta de 6% em 2006, frente aos 4,9% de 2005.