Ações da Adidas sobem 6,9% após anúncio de compra da Reebok

 

Agência EFE , 3 de agosto de 2005

As ações da Adidas-Salomon subiram 6,9% nesta quarta-feira após o anúncio da compra de sua concorrente americana Reebok por um total de 3,1 bilhões de euros (US$ 3,776 bilhões).

Com esta aquisição, a maior da história da marca alemã de material esportivo, a firma se propõe a reforçar sua posição nos Estados Unidos - já é a primeira no mercado europeu - e aproximar-se da Nike, principal rival e líder mundial, um ano antes do início da Copa do Mundo.

A transação, pela qual a Adidas-Salomon pagará 59 euros (US$ 72) em dinheiro por cada ação da Reebok, se efetivará no primeiro semestre de 2006.

Alguns analistas viram com ceticismo os planos de expansão da Adidas-Salomon no mercado americano, já que consideraram que a medida tem pouco sentido do ponto de vista estratégico, e avaliaram o preço de compra como muito alto.

Por sua vez, o presidente da Adidas-Salomon, Herbert Hainer, disse que "isto é o melhor que podemos fazer em nossa situação, já que queríamos fortalecer nossa presença nos EUA".

Com o anúncio desta aquisição, a publicação dos resultados trimestrais da Adidas-Salomon, que superaram amplamente as expectativas dos analistas, ficou relegada a segundo plano.

O lucro líquido da Adidas-Salomon atingiu os 225 milhões de euros (US$ 274 milhões) no primeiro semestre do ano, 38% a mais que no mesmo período de 2004.

Estes benefícios se deveram ao aumento da demanda de certos produtos, como roupas íntimas e equipamento de golfe.

O faturamento da Adidas-Salomon durante a primeira metade de 2005 foi de 3,189 bilhões de euros (US$ 3,884 bilhões), 9,7% a mais que o volume de negócio do mesmo período de 2004.

A empresa alemã já tem um pé no mercado americano, onde obteve um faturamento de 400 milhões de euros (US$ 492 milhões) até junho, e prevê colocar o outro com a compra da Reebok.

A empresa americana teve o ano passado um faturamento de 1,350 bilhão de euros (US$ 1,660 bilhão de dólares) nos EUA com a venda de calçado e roupa.

Além disso, a Adidas-Salomon calcula que economizará 125 milhões de euros anuais (US$ 154 milhões), três anos depois de efetivada a aquisição, segundo o diretor financeiro da companhia, Robin Stalker.

A empresa descarta reduções de empregos e prevê manter duas sedes centrais. A maior parte dos esforços se destinará nas áreas de distribuição, tecnologias da informação e administração.

Além disso, outra boa notícia divulgada hoje foi o acordo exclusivo de patrocínio com o técnico português José Mourinho, do Chelsea, o que torna o treinador um embaixador mundial da marca.

"Estou feliz em trabalhar com a Adidas porque existem semelhanças entre sua liderança no futebol e minhas aspirações e ambições", comentou Mourinho.

Por sua vez, Thierry Weil, Diretor Mundial de Futebol em Sport Marketing da Adidas, elogiou o português e assegurou que ele é um dos melhores treinadores do mundo.

"Este patrocinio de elite junta duas forças importantes do futebol, por isso tenho certeza de que será uma combinação poderosa. É o melhor embaixador que nossa marca poderia ter", disse.

A empresa com figuras destacadas como Franz Beckenbauer, presidente de honra do Bayern de Munique, David Beckham, Raúl e Zinedine Zidane, jogadores do Real Madrid, e o brasileiro Kaká, meia do Milan.

Além disso, a Adidas é a patrocinadora oficial da Uefa e de Fifa.