Galácticos são o caminho?

 

Ter, 25 Jan , 2005


Galácticos são o caminho?

LANCEPRESS!

Como conta a revista A+ desta semana, o Campeonato Espanhol superou o Inglês e o Italiano na preferência do europeu. A transformação dos clubes em sociedades anônimas, nos anos 90, foi a base. A estratégia implantada no Real Madrid, com a contratação de grandes craques, foi o ponto determinante. Kia Joorabchian, presidente da parceira do Corinthians (MSI), tenta implantar política parecida. A vinda de Tevez tem como intuito o fortalecimento da marca Corinthians fora do país. Com isso, haveria patrocinadores, aumento nas receitas com produtos licenciados, além de atrair investidores para nosso futebol. Dará certo no Brasil?

Especialistas em marketing esportivo têm opiniões diversas, mas concordam que se precisa de ajustes.

– Falta uma mudança no modelo gestor dos clubes. A fórmula do Real Madrid dá certo, mas nada que você fizer adianta se tiver amadores trabalhando. Não conheço bem a MSI, mas a princípio me faz lembrar a Parmalat no Palmeiras. Quando foi embora... – afirmou João Henrique Areias, ex-gerente de marketing da Fla Futebol, que era a ala profissional do Flamengo, em 2004.

Para o consultor de marketing esportivo Fábio Wolff, a transformação no Brasil passa obrigatoriamente pelos estádios.

– É preciso entender o conceito de arena. O torcedor tem que ir ao estádio para fazer muito mais que assistir ao jogo (consumir). Não adianta trazer o Tevez, fazer timaço, se o produto todo, o campeonato, não for atraente.

Na ótica da atual gestão do Botafogo, as soluções no Brasil devem acontecer paulatinamente.

– Estamos valorizando nosso maior patrimônio, a torcida. O Botafogo não vai ter um grande investidor de uma hora para a outra – diz o vice de marketing, Jefferson Mello.