Guarani soma prejuízos do rebaixamento

 

BRASILEIRÃO
Guarani soma prejuízos do rebaixamento
[ 18/12 - 13:31 ]


O ano negativo que culminou com o rebaixamento do Guarani para a Série B do Campeonato Brasileiro já é passado para sua diretoria, que deixou baixar a poeira para mexer os pauzinhos de olho na próxima temporada. O problema é planejar as mudanças pretendidas com a queda brusca na arrecadação, resultado imediato de seu fracasso na atual temporada.

O time vai trabalhar com 50% da verba inicialmente prevista, algo em torno de R$ 7 milhões. A primeira grande baixa será a verba vinda do Clube dos 13 pelos direitos de televisão. Por ter sido rebaixado e não ser clube fundador da entidade, o time campineiro vai receber apenas 50% do valor previsto de R$ 11,2 milhões, já contabilizado o aumento de 47% em relação à atual temporada, quando o clube recebeu R$ 7,6 milhões. O valor, então, seria de R$ 5,2 milhões, com um agravante: o clube já usou parte deste dinheiro, que foi antecipado para cobrir rombos financeiros nos últimos meses.

A diretoria, porém, não confirma o valor antecipado, algo que chegaria a R$ 1,5 milhão. O clube também terá que se adaptar a esta nova realidade. Se não voltar à elite em 2005, o clube receberá 30% do valor no segundo ano (2006) e 25% no terceiro (2007). Outra baixa sentida é a perda do patrocinador principal de camisas, a empresa Medial Saúde, que contribuía com cerca de R$ 100 mil mensais. "Teremos que dividir a camisa em três ou mais patrocinadores e, com certeza, num valor inferior aos atuais", prevê Márcio Secacci, diretor de marketing do clube.

Na semana passada, o conselho deliberativo já previa esta queda ao colocar no orçamento de 2005 a verba de R$ 7 milhões para o departamento de futebol. Estes números projetam dificuldades para a montagem do time, como deseja o técnico Jair Picerni. O seu próprio salário, em torno de R$ 60 mil, passa a ser incompatível com a realidade do clube.

Além disso, ele exige um planejamento que assegura aos jogadores o pagamento, o que não aconteceu várias vezes já neste ano. Mas o técnico já se "apalavrou" com a diretoria e indicou vários jogadores, coincidentemente, todos seus ex-jogadores no São Caetano: os atacantes Somália (Goiás) e Vágner (Atlético-MG); o meia Anaílson, emprestado pelo Azulão ao Náutico; e o meia Adãozinho, dispensado pelo Palmeiras.

Dentro das perdas provocadas pelo descenso, o clube também perdeu o seu fornecedor de material esportivo, a empresa Umbro. Mas já acertou com a Lotto, empresa italiana, que vai suprir as necessidades para a próxima temporada. Detalhes do acordo deverão divulgados na próxima segunda-feira.

Na tarde de 6a. feira (17/12), a diretoria se reuniu com lideranças da torcidas organizadas para ouvir queixas e sugestões. Desta forma, espera menos protestos antes do jogo contra o Grêmio, domingo, no Brinco de Ouro. A segurança será reforçada e o comando da Polícia Militar já avisou que não vai tolerar abusos, como depredações e agressões.

O técnico Jair Picerni comandou um coletivo para definir o time que se despedirá da torcida diante do rebaixado Grêmio, domingo (19), às 16 horas, no Estádio Brinco de Ouro. Picerni não confirmou a escalação, mas deve manter a mesma base do time que perdeu para o Paysandu, por 4 a 2, em Belém (PA), na semana passada. O zagueiro Juninho e o volante Careca, suspensos com três cartões amarelos, serão substituídos, respectivamente, por Gláuber e Roberto.


[ Ag. Estado ]