Sexta-feira, 23 de março de 2001 Estado de S. Paulo


Capitalizando em cima de Cacá & Cia.

No embalo dos jogadores revelados nos últimos anos, o São Paulo resolveu `ressuscitar' sua franquia de escolinhas de futebol


O São Paulo está radicalizando em sua proposta de revelar os próprios jogadores, deixando de gastar em contratações. Além do incentivo às categorias de base, que trabalham com um orçamento anual de R$ 6 milhões (quantia invejável quando se trata de revelação de jogadores), o clube resolveu apostar novamente em uma idéia que estava abandonada.

São as franquias de escolinhas de futebol. Chamadas de `São Paulo Center', são 15 atualmente. A intenção da Diretoria é que haja pelo menos 50 até abril do ano que vem, quando termina o mandato de Paulo Amaral. As franquias rendem dinheiro ao clube e trazem também a esperança de revelar jogadores.

Uma franquia do São Paulo Center custa R$ 15 mil por dois anos ou R$ 25 mil por cinco anos, além de royalties mensais de R$ 1.250. Terminado o prazo de contrato, podem ser renovados por um valor 25% menor.


Assessoria completa A pessoa que adquirir a franquia recebe material esportivo da Penalti, fornecedora oficial do São Paulo, além de assessoria do clube.

"Antes da instalação, o franqueado recebe todas as instruções necessárias no São Paulo. Eles vão conhecer nossa escola modelo na Imigrantes. Vão conversar com professores especializados, que explicarão os métodos de treinamento do clube e também indicações de como dirigir a escolinha", diz Sergio Roberto Bertero, diretor-adjunto do Departamento de Marketing.

Os alunos das escolas franqueadas têm o direito de visitar o Morumbi e o Centro de Treinamento do São Paulo duas vezes por ano e recebem jogadores profissionais do clube uma vez ao ano para uma tarde de autógrafos. "Mas o principal é o nome do São Paulo associado à escola, que atrai muitos alunos", diz Bertero. Ele cita o exemplo da escola de Tatuí, planejada para receber 200 alunos e que tem 500 inscrições.

O São Paulo se dispõe a fazer quatro peneiras anuais nas escolas franqueadas, esperando aí conseguir seus futuros jogadores. "É uma idéia ambiciosa, pois a nossa idéia é ter escolas em todo o Brasil e até no exterior", observa Bertero. Já existem escolinhas em Tatuí, Presidente Prudente, Itu, Osasco e Curitiba, a maior delas, com 57 mil metros