Quinta-feira, 8 de fevereiro de 2001

Que todos possam ganhar

Aqui no Brasil surgem, em todo início de temporada esportiva, notícias sobre a perda de patrocínios, principalmente nas modalidades olímpicas. Às vezes o público estranha que uma empresa saia de determinado clube, mesmo em um momento de vitória.

Na realidade, o patrocínio faz parte do marketing esportivo, que é uma das estratégias, uma das ferramentas do marketing. Como toda estratégia, só é válida dentro de determinado período, do qual o clube tem consciência.

A questão é que muitas vezes os dirigentes preferem jogar com o patrocinador, dizendo que não entendem a saída do parceiro mesmo com o retorno de mídia espontânea e outras coisas afins.

Todos ganham A aliança entre clube e patrocinador precisa ser clara e profissional. Quando uma parceria responsável é estabelecida, patrocinador e patrocinado ganham. O primeiro tem sua marca exposta na camisa dos jogadores, dentre outros lugares, ganhando visualização nacional. O segundo consegue manter uma equipe de ponta, gera empregos, conquista títulos e faz com que sua torcida cresça.

Mas para que essa engrenagem gire de uma forma precisa é necessário que haja controle rígido do uso da verba primária. Além disso, é de fundamental importância a destinação de um valor à parte para aplicar em outras ações promocionais, sem esquecer do apoio de uma empresa de assessoria de imprensa especializada.

Fidelidade: essencial Mais do que seriedade na aplicação dos recursos enviados, o clube precisa fidelizar o patrocinador. Essa fidelização não é apenas com resultados dentro do campo ou ainda somente com o retorno de mídia espontânea. É, sim, fazendo contatos permanentes para maximizar a presença do patrocinador, apresentar relatórios constantes e criar um canal de comunicação extremamente profissional com a empresa.

Por outro lado, o clube deve se preparar com muita antecedência para a saída do patrocinador. Já na formatação do contrato é essencial estabelecer a duração da parceria.

Assim, o processo de renovação ou o início da busca de um novo parceiro poderá ser feito com tranqüilidade. Geralmente o clube só se preocupa com isso quando a empresa notifica o encerramento do contrato.

Auto-avaliação Quando alguns contratos são rompidos com certa antecedência, antes de se divulgar tal rompimento é importante fazer uma auto-avaliação, verificar se realmente o clube atendeu às expectativas do patrocinador, tratando-o de uma forma extremamente profissional.

No caso do futebol, por exemplo, temos problemas sérios nos momentos atuais com as CPIs, com a formatação dos campeonatos, com as mudanças de calendários e com a autonomia que os clubes exigem para tocar o produto futebol. Nem sempre o patrocinador tem, sequer, o direito de opinar.

Saber usar O momento atual, se formos comparar a outras épocas, é idêntico. Todo começo de ano é a mesma história.

O importante é que as empresas saibam que o marketing esportivo é uma ferramenta extraordinária de divulgação e que exijam dos patrocinados um profissional ou uma empresa especializada para que possam, junto dela, maximizar esse potencial e atingir os objetivos propostos.