Banco do Brasil investe mais em esporte

Banco do Brasil investe mais em esporte

Daniel Imai S/A Estado de Minas

O Banco do Brasil irá investir, em 2002, R$ 7 milhões
a mais em marketing esportivo do que o total investido
em 2001. Serão R$ 25 milhões, divididos principalmente
entre as seis seleções brasileiras de vôlei, o tenista
Gustavo Kuerten, e o Brasil Open de Tênis, que é
realizado na Costa do Sauípe, na Bahia.
A experiência do Banco do Brasil com marketing
esportivo começou em 1991, quando foi constatado que a
idade média dos clientes do banco era de 54 anos. Com
medo de distanciar-se de consumidores futuros, a
empresa resolveu apostar no esporte.
Uma pesquisa realizada na época revelou que o vôlei
era o segundo esporte mais popular entre os jovens. O
Banco do Brasil resolveu apostar nesse esporte, e deu
sorte. O país tornou-se uma das grandes potências da
modalidade, tanto na modalidade quadra quanto praia.
Dez anos depois, o banco contabiliza 800 mil novos
clientes jovens (até 24 anos), e a idade média haviadiminuído para 41 anos.
Até 1998, houve um aproveitamento basicamente
institucional desse investimento. A partir desse ano,
foi montada uma estratégia de ambientação das
respectivas agências onde estavam sendo realizados os
eventos para alavancar as vendas. O banco estipula
metas para as agências, promoções envolvendo o
esporte, distribuição de ingressos para conquistar e
fidelizar clientes. Para se ter uma idéia, só para o
Brasil Open, realizado na Costa do Sauípe, o banco
levou 80 clientes VIP, com tudo pago.
Segundo Paulo de Tarso, gerente executivo de marketing
esportivo do BB, a exposição na mídia conquistada com
os R$ 18 milhões investidos em 2001 custaria R$ 250
milhões em propaganda convencional. Foram vendidos 240
mil produtos diretamente relacionados com os eventosesportivos.
Com os investimentos no tênis e no marketing cultural
(que deve ser de R$ 18 milhões em 2002), Tarso espera
conquistar consumidores da classe A. Já existem três
Centros Culturais Banco do Brasil, no Rio de Janeiro,
São Paulo e Brasília. Nas outras capitais, sãorealizadas exposições itinerantes.
Tarso afirma que a estratégia do BB para marketing
cultural é a regularidade de programas, a qualidade e
o ineditismo. No caso do esporte, o BB não investe em
esportes perigosos, como automobilismo e boxe, e nem
em times de futebol, que podem causar rejeição emtorcedores de outros times.